Como foi a prova da 2ª fase da Unesp


Professores avaliam que a prova da Unesp (Universidade Estadual Paulista) realizada neste domingo (19) como clássica e de nível alto. Segundo Daniel Perry, diretor do Curso Anglo, a prova foi mais complexa que a primeira fase. Muitas questões eram de interpretação, porém, era preciso que o candidato tivesse bastante conteúdo para responder algumas questões.

“Foi um exame que seguiu o padrão clássico, sem surpresas ou polêmicas. Com enunciados clássicos e alternativas precisas”, disse. Além disso, ele destacou a boa diversidade de fontes com textos, gráficos e fotografias. Perry destaca as questões que falaram sobre os protestos de 2013 no Brasil e o embargo norte-americano à Cuba.

De acordo com Daniel Cecílio, diretor pedagógico do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante de Campinas (SP), a prova foi bastante abrangente em todas as áreas. Além disso, não existiam questões polêmicas e nem em relação à pandemia. “A prova de gramática foi de médio para fácil, a de física e de matemática chamaram a atenção de nível médio para alto”, afirmou.

“A questão 57 é uma questão que deverá ser anulada. Pois o candidato não tinha todas as informações necessárias para resolver a questão. Então, tivemos um problema na prova de matemática”, disse.

O professor Giuseppe Nobilioni, coordenador de matemática do Curso e Colégio Objetivo, avaliou a prova como difícil. “A questão 56 e a 60 foram fáceis, mas as outras 3 foram difíceis. Principalmente a 57. O enunciado deixou muito a desejar. Embora o aluno conseguisse achar a resposta não ficou nada claro como funciona esse mecanismo que ele apresentou. Essa questão poderia ter um enunciado um pouco melhor”, afirmou.

Mário Eduardo Fernandes, professor de matemática do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante de Campinas (SP) diz que a prova da segunda fase foi de nível alto, mais difícil que a de anos anteriores.

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Unesp realizou a segunda fase do seu vestibular neste domingo

Imagem: Divulgação

Sem questões polêmicas

“Não tivemos nenhuma questão polêmica ou com tema ligado à pandemia, porém todas as questões foram contextualizadas. Os assuntos tratados foram bem abrangentes, com questões que possuíam mais de um conceito matemático para sua resolução. De modo geral, a prova foi mais exigente do que a Unesp costuma ser, diversificando conceitos e contextos em suas questões”, disse.

Já Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora pedagógica do Curso e Colégio Objetivo, acredita que a prova respeitou o momento em que estamos vivendo com uma prova muito importante que conseguiu valorizar o aluno que estudou e que se preparou. “Uma prova que é criativa, inteligente e brilhante. Consegue fazer com que o aluno tenha temas tradicionais, mas que são pedidos de forma inteligente, para que o aluno pense”, afirma.

Para ela, essa foi uma prova com um viés cultural e social muito importante. “Que critica as manifestações políticas, que critica sobre Borba Gato, uma prova que faz com que o aluno interprete e que chegue a uma resposta a partir do raciocínio e conhecimento”, diz.

Em filosofia, o professor José Maurício Mazzucco, do Curso e Colégio Objetivo, diz que as questões foram tranquilas e sem dificuldades. O tema central foi a quebra de paradigmas. “Foi uma temática contínua sobre a questão da razão e dos paradigmas. Foi uma prova bem honesta e com bons textos”, avaliou.

De acordo com Silvio Ricardo Wiltenburg Sawaya, professor de humanidades do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante de Campinas (SP), a prova de humanidades deste ano segue o nível médio padrão do ano anterior, predominando a filosofia em relação à sociologia.

“Apresenta questões muito bem elaboradas, sem questões polêmicas e abordando temas clássicos, como: a filosofia kantiana, a relação entre mito e filosofia, a discussão entre a revolução científica e a filosofia da ciência, além de questões com temas atuais: ecologia e manifestações de 2013, sendo a últimas uma questão que foge aos padrões por abordar um acontecimento político recente. Todas elas fazendo um uso preciso e bem pensado do texto do enunciado, porém um conhecimento prévio ajudava o vestibulando a respondê-las”, afirma.

De acordo com Serginho Henrique, do Curso e Colégio Objetivo, a prova de português chamou a atenção pela grande variedade de gêneros textuais cobrados nas perguntas. Como conteúdo, ele destaca o aparecimento de figuras de linguagem, tipos de discurso e vocativo.

Em biologia, o professor Guilherme Francisco, do Curso e Colégio Objetivo, destaca a variedade de assuntos, como botânica, microbiologia, genética e evolução. “Prova com nível de dificuldade grande. O aluno teria que tomar muito cuidado com o enunciado e com pegadinhas. Uma prova de nível um pouco mais elevado, para selecionar o bom aluno”, avaliou.

De acordo com Fábio Vilar de Menezes, professor do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante de Campinas (SP), a prova estava contextualizada com os temas da área e um pouco mais difícil do que a do ano passado. “Não identifiquei nenhuma

questão polêmica. Acerca da distribuição dos assuntos, com boa abrangência. Destaca-se a falta do tema vacina. Considerei uma excelente prova, com questões muito bem elaboradas que irão premiar os melhores alunos”, disse.

Segundo Gabriela Toti, professora de química do Curso e Colégio Objetivo, a prova teve apenas cinco questões, mas abrangeu vários assuntos. “Uma prova boa, de nível médio. Uma delas apenas com cálculo e com números proporcionais e contas que davam para fazer de cabeça, bem simples”, afirmou.

A professora Tathiana Guizellini, do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante de Campinas (SP), a prova teve um nível semelhante ao do ano passado, com questões envolvendo pouca contextualização e que trouxe novamente alguns assuntos que apareceram em 2021, como ligações químicas e radioatividade.

“Apenas uma das questões exigiu cálculo, sendo essa a mais trabalhosa da prova. Os assuntos abordados e o nível das questões foram dentro do esperado para essa prova”, disse.

Já em geografia, o professor Eduardo Britto, do Curso e Colégio Objetivo, avalia que a prova foi de nível médio e foi marcada por questões que abordavam o nível de criticidade dos alunos, como a relação da produção de commodities agrícolas e a desnutrição no Brasil. De acordo com ele, isso mostra que a Unesp quer um candidato que esteja atualizado com o mundo de hoje.

Questões bem contextualizadas

Sebastian Alvarado Fuentes, professor de geografia do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante de Campinas (SP), afirma que a prova de geografia da segunda fase da Unesp 2022 apresentou questões de dificuldade média, se assemelhando a prova do ano passado.

“Questões bem contextualizadas e com bastante auxílio de tabelas, gráficos e mapas colaboraram para que o candidato tivesse um apoio de textos verbais e não verbais na hora da resolução. A prova, embora apenas com 6 questões de geografia, foi capaz de contemplar vários tópicos da geografia, tal como geografia econômica, física, política e ambiental. Vale ressaltar que questões ligadas à geografia da saúde não apareceram nas questões de geografia”, afirma.

De acordo com o professor Thomas Haupt, do Curso e Colégio Objetivo, a prova de física teve uma dificuldade maior do que a da primeira fase. Segundo ele, era preciso um maior raciocínio mais elaborado. Elas tratavam de questões do cotidiano, mas exigiam mais conhecimentos obtidos no ensino médio dos alunos.

Segundo Arnaldo Bohn Nobre, professor do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante de Campinas (SP), o nível de dificuldade da prova foi médio para alto, com duas das cinco questões de nível médio e as três restantes de nível alto.

“Comparando com o ano anterior, podemos dizer que o nível de exigência foi ligeiramente mais alto, mas nada fora da realidade comum. Nenhuma questão foi polêmica ou sobre vacinação, pandemia ou/ou saúde. A prova foi contextualizada dentro do que se espera da banca. Houve uma questão de cinemática, uma de termodinâmica, uma de óptica, outra de ondas e uma de eletromagnetismo. Prova clara, precisa, até certo ponto abrangente, e com nível alto de exigência de conhecimento”, avaliou.

A prova de história, de acordo com o professor Ricardo Di Carlo, do Curso e Colégio Objetivo, foi excelente, diversificada nos temas, explorando diferentes lingagens e trouxe uma construção de discussão sobre memória, manifestações, história dos excluídos. “Ela discute e reinterpreta a lógica da participação política. Faz os alunos pensarem em temas atuais”, diz.

“Uma discussão muito interessante para exemplificar é justamente sobre as críticas à memória construída paulista de exaltação aos bandeirantes. Como temos um processo de reinterpretação de uma memória que valorize as minorias que foram oprimidas. Uma prova brilhante para alunos antenados com discussões políticas, sociais e culturais atuais”, afirma.

Rodrigo Miranda, professor de História do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante de Campinas (SP), acredita que a prova apresenta um nível de dificuldade de médio, pois mesmo as questões que não oferecem nenhum subsídio para a resposta, trazem alternativas bem claras.

“Em relação ao ano anterior, a prova foi um pouco mais exigente, especialmente por explorar tópicos que não são tão frequentes, como a Revolução dos Cravos, em Portugal, e pré-história. Por outro lado, algumas questões dialogam diretamente com o contexto que o aluno tem vivido nos últimos anos, com perguntas sobre autoritarismo, liberdade de imprensa e significado de monumentos históricos. Destaca-se o equilíbrio entre as várias frentes da história, com um leve predomínio de História Geral”, diz.

Em inglês, a avaliação do professor Cláudio Marques, do Colégio e Curso Objetivo é que a prova apresentou um vocabulário difícil e que exigia um conhecimento de nível avançado. “Mas uma prova bem feita. Eu queria destacar a Unesp, que sempre apresenta um vestibular muito bem elaborado”, disse.

Alexandre Torres, professor de inglês do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante de Campinas (SP), avalia que a prova teve praticamente todas as questões de nível médio. “Como sempre, as questões de inglês sempre estão bem contextualizadas com perguntas, atendendo de forma clara a todos os textos que se dão em vários gêneros textuais”, disse.

“Podemos encontrar perguntas de compreensão de texto, assim como de vocabulário específico e também de referenciais. Não houve nenhuma questão sobre pandemia ou vacinação. Essa prova acabou cumprindo o mesmo estilo das avaliações dos últimos anos, trazendo dessa vez temas importantes voltados a linguagem artística literária que podem trazer um bom desafio para o vestibulando”, finalizou.



Fonte

Com professores super atenciosos, o cursinho me abriu uma porta para o futuro e agora estou na melhor universidade do Brasil Rebeca Nilsen, aprovada na USP

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