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Enem 2026: por que dormir bem é importante para a prova?

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Qual a importância de dormir bem para quem vai fazer o Enem? O sono possui uma relação essencial com a consolidação da aprendizagem, afirma o psicólogo Rodrigo Alves Linhares.

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Uma boa qualidade de sono auxilia de forma direta em diversas funções cognitivas cruciais para ter um bom desempenho no Enem, atuando na concentração, memória, raciocínio e equilíbrio mental, explica o profissional. 

Ao longo do ano, o estudante acessa uma diversidade de informações. No entanto, aprender não significa somente receber conteúdos, mas conseguir organizá-los, estabelecer conexões e recuperá-los posteriormente. 

“Durante o sono, especialmente em determinados estágios, o cérebro participa do fortalecimento e da organização das memórias construídas durante o período em que estamos acordados. Esse processo contribui para a aprendizagem e a retenção dos conteúdos estudados.”

Rodrigo Alves – Psicólogo

Com isso, manter uma rotina adequada de sono é tão importante quanto estudar. “Dormir bem na véspera do Enem ajuda, mas não substitui hábitos saudáveis de descanso durante toda a preparação”, afirma o especialista.

Leia também: Como lidar com a ansiedade antes e durante o Enem? Psicólogos compartilham dicas

Importância do sono para o Enem

O sono desempenha funções importantes para ter um bom desempenho na prova do Enem. Uma boa noite de sono ajuda no funcionamento do cérebro, contribuindo na melhora da concentração, memória, raciocício lógico e equilíbrio emocional, tão importantes para o exame.

Segundo Rodrigo, enquanto dormimos “nosso cérebro continua trabalhando, organizando informações, fortalecendo aprendizagens e participando da regulação das emoções.” Ao dormir bem, o estudante tende a apresentar maior atenção, clareza de pensamento e capacidade de lidar com situações desafiadoras.

Na perspectiva do especialista, é preciso entender que o sono não é perda de tempo, mas sim parte do processo de preparação para a prova. 

Saiba mais: A importância do sono nos estudos

Estudante com sono
Manter rotina adequada de sono pode potencializar o aprendizado dos estudantes.
Crédito: Shutterstock.

Influência do sono na memória, concentração e raciocínio lógico

A memória, capacidade exigida dos candidatos que fazem o Enem, não depende apenas da aquisição de informações, mas também da aptidão de armazená-las e recuperá-las quando necessário. E o sono contribui para todos esses processos.

Rodrigo destaca que dormir de forma adequada favorece a a atenção sustentada, a organização do pensamento, o raciocínio lógico e a compreensão de informações mais complexas.

Durante o momento de interpretar textos, por exemplo, o candidato precisa manter a concentração, relacionar ideias e identificar informações importantes. Em situações de privação de sono, essas habilidades podem ser prejudicadas, tornando mais difícil entender os enunciados e resolver as questões. “Isso significa que não basta conhecer o conteúdo. O cérebro também precisa estar em boas condições para interpretar, raciocinar e responder adequadamente às questões da prova.”, completa.

Dicas para quem vai fazer o Enem

Para Rodrigo, a qualidade do sono é favorecida com uma rotina de horários regulares para dormir e acordar.

“Nosso organismo possui um relógio biológico, conhecido como ritmo circadiano, que participa da regulação dos períodos de sono e vigília. Quando o estudante mantém uma rotina relativamente estável, facilita o funcionamento desse mecanismo e contribui para um descanso mais adequado.”

Rodrigo Alves 

Rodrigo Alves
Rodrigo Alves Linhares, coordenador de Psicologia da Faculdade Anhanguera Guarulhos.
Crédito: Divulgação.

É essencial evitar mudanças bruscas nos horários nos dias que antecedem o Enem. A dica é reduzir o tempo de tela próximo ao momento de dormir, moderar o consumo de cafeína e reservar um período para desacelerar.

O psicólogo orienta também evitar estudar até a madrugada na tentativa de aprender conteúdos de última hora. “Na reta final, a preparação não deve ser marcada apenas pela revisão dos conteúdos, mas também pelo cuidado com o corpo e com a saúde emocional.”

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Impactos da privação de sono

Ao privar o sono, o estudante compromete de forma significativa a capadidade de manter a atenção, tomar decisões e resolver problemas.

Em provas extensas, como é o caso do Enem, o cérebro precisa sustentar o esforço mental por várias horas, o que exige boas condições de funcionamento cognitivo. 

“Quando o estudante dorme pouco, pode apresentar maior lentidão no processamento das informações, dificuldade para identificar detalhes importantes e redução da capacidade de avaliar alternativas. Isso pode resultar em erros de interpretação, escolhas precipitadas e maior dificuldade para administrar o tempo disponível.”

Rodrigo Alves

Ao dormir mal, o aluno pode passar pela sensação de cansaço, dificultar a concentração e favorecer erros por desatenção, mesmo em questões cujos conteúdos o estudante domina.

Porém, uma única noite ruim não quer dizer que todo o conhecimento adquirido será perdido ou que o desempenho será necessariamente comprometido, tranquiliza Rodrigo. É importante evitar que a preocupação com o sono se transforme em mais uma fonte de ansiedade.

A quantidade de sono recomendada muda conforme a idade e as necessidades individuais. No caso de adolescentes, entre 13 e 17 anos, a orientação geral é dormir de oito a dez horas por noite. Enquanto para adultos costuma ser de sete a nove horas. “O objetivo não é dormir o máximo possível, mas o suficiente para acordar descansado e em boas condições físicas, cognitivas e emocionais”, orienta.

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