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Enem 2026: veja como usar as redes sociais para estudar

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O Enem 2026 acontece nos dias 8 e 15 de novembro e mais de 5 milhões de candidatos devem participar desta edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

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Em meio ao processo de preparação para as provas, os ambientes virtuais, como as redes sociais, podem se tornar potenciais ferramentas para engajar os estudantes no estudo de temas importantes, defendem especialistas.

Isso porque as redes sociais fazem parte da vida dos alunos. Para se ter uma ideia, conforme a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, 89% dos usuários de internet com 15 a 17 anos utilizaram redes sociais nos 12 meses anteriores ao levantamento. Grande parte desses jovens usou diariamente ou quase todos os dias redes como o Instagram (84%), TikTok (76%) e o Youtube (52%).

Ao Brasil Escola, Renato Júdice de Andrade, diretor pedagógico do COC, explica como as redes sociais podem auxiliar no Enem, dá dicas de estudo nesses ambientes e comenta sobre os cuidados que os jovens devem ter ao consumir conteúdos dessas plataformas.

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Confira também: A duas semanas do Enem, confira orientações de especialista para chegar preparado nas provas 

Como as redes sociais podem ajudar nos estudos para o Enem 2026?

É possível que as plataformas sociais possam auxiliar os candidatos do Enem de diferentes maneiras, defende Renato.

Um vídeo com uma boa produção pode despertar o interesse do estudante quanto a um assunto que parecia distante, apresentar uma comparação didática, resgatar um conceito, mostrar uma estratégia alternativa de resolução, assim como aproximar os alunos de professores e divulgadores científicos.

Além disso, as redes podem servir para aumentar o acesso a repertórios culturais, científicos e sociais, muito importantes para a produção da redação e questões interdisciplinares, argumenta Renato.

Outro ponto levantado pelo especialista se refere à construção de uma comunidade de estudantes que compartilham dos mesmos sentimentos e processo de preparação para os exames de acesso ao ensino superior.

“Muitos estudantes encontram nesses ambientes comunidades que compartilham rotinas de estudo, dúvidas e inseguranças. Isso pode reduzir a sensação de isolamento e fortalecer o sentimento de que a preparação é possível.”

Renato Júdice sorrindo com os braços cruzados
Renato Júdice é físico por formação, com mestrado e doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Crédito: Divulgação.

Porém, para Renato, engajamento não quer dizer necessariamente que a aprendizagem será consolidada. O fato do aluno curtir, salvar ou assistir a algum vídeo até o fim mostra um nível de atenção, mas não comprova que esse jovem compreendeu, reteve ou conseguiu aprender a ponto de aplicar aquele conhecimento.

Segundo Renato, as redes são excelentes portas de entrada, mas não como edifício inteiro da aprendizagem. Essas plataformas contribuem para despertar as questões e perguntas, oferecer uma primeira explicação ou ativar algum conhecimento anterior.

“Uma preparação consistente exige sequência curricular, aprofundamento conceitual, leitura, resolução de questões, produção escrita, feedback, revisão espaçada e acompanhamento”, afirma.

Nesse sentido, as redes sociais podem ajudar na preparação para o Enem, desde que elas façam parte de um ecossistema mais amplo. Na perspectiva do educador, elas funcionam melhor para despertar, exemplificar, revisar e encaminhar o estudante a vivências mais profundas de estudo. “O problema não está em aprender algo no TikTok, no Instagram ou no Youtube. O problema começa quando o estudante acredita que ter assistido a uma explicação equivale a ter aprendido o conteúdo”, conclui.

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Estudar para o Enem com vídeos curtos nas redes sociais

Para o diretor pedagógico, os vídeos curtos podem ser utilizados nos estudos, mas não como únicas formas de estudar. Um ponto decisivo nesse debate é saber qual objetivo o recurso consegue cumprir.

Existe uma diferença entre conteúdo curto e microaprendizagem. Segundo Renato, a microaprendizagem não se baseia somente em cortar uma explicação longa em pedaços menores. Ela indica uma unidade com objetivo claro, foco conceitural, boa estrutura, conexão com conhecimentos anteriores e alguma forma de aplicação ou verificação.

Dicas de como usar os vídeos para estudar 

Veja, a seguir, dicas compartilhadas por Renato para transformar os vídeos em atividade cognitiva:

  1. Assistir com uma pergunta definida: “O que exatamente preciso compreender aqui?”

  2. Fechar ou pausar o vídeo e reconstruir a ideia com as próprias palavras.

  3. Resolver uma questão, explicar o raciocínio ou produzir um pequeno exemplo.

  4. Conferir a resposta em uma fonte confiável e identificar eventuais lacunas.

  5. Retomar o conteúdo depois de algum tempo, sem depender novamente do vídeo.

Cuidados ao estudar para o Enem pelas redes sociais

Renato compartilha algumas perguntas que o estudante deve fazer ao buscar conteúdos de estudo pelas redes sociais:

1) Quem produziu esse conteúdo?

O estudante deve verificar a formação, a experiência e a área de atuação do autor. E observar se existe relação real entre a autoridade alegada e o tema tratado.

2) Em que fontes a afirmação se apoia?

Conteúdos confiáveis indicam referências, documentos, livros, dados ou critérios verificáveis.

3) O conteúdo informa seus limites?

É prudente desconfiar de expressões como “sempre”, “nunca”, “o único jeito”, “o tema garantido da redação” e “o truque que a banca não quer que você saiba”. O conhecimento sério frequentemente precisa dizer “depende” — e, sobretudo, explicar de que depende.

4) A informação está atualizada?

Vestibulares alteram programas, formatos, listas de obras, pesos e critérios. Um vídeo tecnicamente correto pode estar desatualizado.

5) Consigo utilizar essa ideia sem assistir novamente?

Esse é o teste decisivo. Depois do vídeo, o estudante deve explicar o conceito, responder a uma questão, construir um exemplo, produzir um parágrafo ou registrar uma dúvida precisa.

Renato enfatiza a importância de não retirar o estudante das redes, mas orientá-lo a deixar de ser passageiro do algoritmo e se tornar autor da própria aprendizagem.

Simulado Nacional Enem 2026 gratuito e com questões inéditas

O Simulado Nacional Brasil Escola – Enem 2026 possibilita aos estudantes a simulação gratuita e online das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O diferencial é que todas as questões são inéditas.

Participe agora do Simulado Nacional! 

Os estudantes poderão abrir o simulado em qualquer dia e horário, somente até esta sexta-feira, 30 de outubro. É possível fazer todas as provas em um mesmo dia. Mas, ao dar início, o tempo começa a contar e não é possível pausar ou fazer novamente.

Caso não seja possível encerrar a prova dentro do tempo estipulado, o sistema computará as questões que foram devidamente marcadas e respondidas.

A prova do simulado conta com a mesma estrutura do Enem:

✅ Dia 1 – 45 questões de Linguagens + 45 questões de Ciências Humanas

✅ Dia 2 – 45 questões de Matemática + 45 questões de Ciências da Natureza

✅ Redação

Para cada conjunto de prova, exceto a redação, os participantes terão cinco horas para resolver as questões. Para a produção textual, o tempo será de uma hora e meia.

Para participar do simulado, o estudante terá de ter o cadastro no site do Brasil Escola e preencher informações pessoais, como dados de contato e escola em que estuda. 

Videoaulas gratuitas de revisão para o Enem 2026

Confira, a seguir, as videoaulas do Brasil Escola de revisão para o Enem 2026:

✅ Redação

✅ Matemática e suas Tecnologias

✅ Ciências da Natureza e suas Tecnologias

✅ Ciências Humanas e suas Tecnologias 

✅ Linguagens, Códigos e suas Tecnologias 

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