Enem impresso ou digital? Alunos contam qual versão escolheram


Novidade em 2020, a versão digital do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) será realizada novamente na edição 2021 do exame. Neste ano, a prova digital acontecerá nas mesmas datas que o exame tradicional, em papel: ambas as versões do Enem serão aplicadas nos dias 21 e 28 de novembro.

A prova pelo computador, que ainda acontece em formato piloto, será feita por cerca de 100 mil candidatos. Outros 4 milhões de inscritos farão o Enem impresso.

O UOL conversou com candidatas que farão o Enem para saber quais foram os motivos que as levaram a optar pela versão tradicional ou pelo formato digital do exame. Na balança, segundo elas, foram pesados fatores como a familiaridade com a prova impressa ou com o computador e a adoção do ensino remoto, imposta pela pandemia.

Aulas online e simulados no computador

Carolina Souza Sanchez, 25, vai fazer o Enem para tentar uma vaga em medicina depois de ter concluído o curso de medicina veterinária no ano passado. Aluna do curso Anglo, em São Paulo, ela optou por fazer a versão digital nesta edição do exame.

Carolina - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal

Carolina quer cursar medicina e vai fazer a versão digital do Enem

Imagem: Arquivo pessoal

“Desde o começo do ano, fazemos simulados digitais, tudo pelo computador. Achei que, já que estou treinando digitalmente, é melhor fazer o Enem digital”, explica Carolina, que diz ter se adaptado bem ao ensino remoto.

Outra vantagem, segundo ela, tem a ver com a marcação do gabarito. “Quando a gente faz o Enem no papel, tem que marcar o gabarito. No digital não precisa, porque já é meio automático”, afirma. Ela calcula que, com isso, pode economizar cerca de 20 minutos na prova.

Carolina conta que, por outro lado, tem receio de ter pouco espaço para fazer seus rascunhos, principalmente na prova de exatas. No segundo dia do Enem, quando são aplicadas as questões de matemática e ciências da natureza, os candidatos do formato digital recebem uma folha para fazer eventuais rascunhos e cálculos a mão.

“No Enem impresso, além dessa folha, a gente acaba tendo a própria prova para fazer rascunhos”, afirma. “Só pensei nisso depois, quando já tinha feito a inscrição. Vou ter que administrar o espaço.”

Esta é a segunda vez que Carolina vai fazer o exame —na edição passada, ela escolheu a versão em papel. “Fiquei com um pouco de receio. Como era o primeiro ano e era algo muito novo, não quis fazer o digital por medo de acontecer algum problema”, diz.

“Agora, como as provas vão ser na mesma data, acho que a chance de acontecer alguma coisa errada é a mesma de acontecer com o Enem em papel”, afirma. Na edição passada do exame, a versão impressa foi aplicada antes da digital.

Segurança e medo de imprevistos

O receio de eventuais problemas com a aplicação digital do exame e a familiaridade com a versão em papel foram os fatores que mais pesaram para que Pamella Scarmeloti, 19, e Lorena Bago, 18, optassem pelo Enem impresso.

Pamella - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal

Pamella busca uma vaga em ciências sociais e achou melhor ‘não arriscar’: ela vai fazer o Enem em papel

Imagem: Arquivo pessoal

“Nesse tipo de prova, não tem como você tentar coisas mirabolantes, que você nunca fez antes, por ser muito arriscado”, afirma Pamella. Aluna do cursinho popular Tia Gê, em São Paulo, ela quer cursar ciências sociais.

A prova impressa, para ela, traz “muito mais segurança”. “Eu, particularmente, gosto de ter a prova em mãos e ir fazendo. Não me adaptei tanto com esse ensino a distância”, diz.

A jovem lembra ainda que, na edição passada, houve problemas com o formato digital do Enem. No primeiro dia do exame, falhas técnicas no sistema levaram a uma demora de cerca de duas horas para o início da prova. No Distrito Federal, candidatos chegaram a ser dispensados de um local de prova e ficaram sujeitos à reaplicação do exame.

Lorena - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal

Para tentar uma vaga em medicina, Lorena decidiu fazer o Enem impresso

Imagem: Arquivo pessoal

Lorena, que quer uma vaga em medicina, diz que o nervosismo para o Enem já é grande e qualquer imprevisto poderia deixar tudo ainda pior.

“Eu acho muito difícil você se preparar o ano todo para aqueles dias de prova, e aí acontece uma coisa dessa magnitude… Acho que eu ficaria muito arrasada, ia passar muito mal. Como não estou preparada para isso, preferi o formato tradicional”, diz a jovem, que estuda no curso Poliedro, em São Paulo.

Ela também diz achar muito “repentina” a mudança do Enem tradicional para a versão digital. “A vida toda estudamos com provas sendo feitas no papel, impressas. Só em 2020 começamos com o ensino remoto. Acho que isso tudo é ainda muito novo”, afirma.

A nova modalidade do Enem foi anunciada pelo MEC (Ministério da Educação) em julho de 2019 —antes, portanto, da pandemia do coronavírus e da adoção emergencial do ensino remoto em 2020 e 2021.

Ao anunciar o novo formato do exame, a pasta disse ter uma previsão de que a prova passaria a ser 100% digital até 2026. Não houve, no entanto, aumento na oferta de vagas para o Enem digital de 2020 para 2021. Assim como na edição passada, foram disponibilizadas 101.100 vagas para a prova no computador.



Fonte

Com professores super atenciosos, o cursinho me abriu uma porta para o futuro e agora estou na melhor universidade do Brasil Rebeca Nilsen, aprovada na USP

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