O Conselho Universitário da Universidade Estadual Paulista (Unesp) aprovou o curso de graduação em língua e cultura chinesas, inédito no país. Serão oferecidas 40 vagas para a primeira seleção do curso, que será feita no Vestibular Meio de Ano 2026 da Unesp.
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A previsão de ingresso da primeira turma é para agosto, o mesmo mês que marca o início do ano letivo na China. O curso será um bacharelado, ministrado pela Faculdade de Ciências e Letras (FCL) do campus de Assis da universidade.
Como justificativa para aprovação do curso foi apresentado o atendimento a demandas de mercado e o alinhamento a objetivos estratégicos de internacionalização da Unesp.
O curso pode ser feito integralmente no Brasil, no qual o teria ênfase em tradução, ou obter duplo diploma com ênfase em relações comerciais internacionais e os estudantes cursarem metade do percurso universitário na Universidade de Hubei, na China
Por meio de parceria firmada entre a Unesp e a instituição chinesa, com aval do Ministério da Educação do país asiático, será possível cursar os dois anos finais do curso na China.
“A nova graduação tem uma proposta bastante inovadora, que é formar o estudante em diferentes perspectivas de atuação, e vem validar e ampliar essa parceria, trazendo para a sociedade a formação de pessoas para este mercado Brasil-China que vem se acentuando”, afirma a reitora da Unesp, Maysa Furlan.
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Graduação em língua e cultura chinesas
A Unesp oferecerá 40 vagas para o novo curso de graduação em língua e cultura chinesas, para ingresso no segundo semestre, com seleção a partir do Vestibular Meio de Ano 2026 da Unesp.
As oportunidades de ingresso disponibilizada para esse curso não são novas, são remanejadas do curso de letras já oferecidas pela universidade. As vagas da graduação em letras deixam de ser de 140 para 100 agora.
O curso pretende formar profissionais com domínio da língua e cultura chinesas, de forma que sejam aptos a atuar nas relações comerciais internacionais e na tradução de textos.
O curso apresentará duas oportunidades de conclusão da graduação, uma que será feita somente no Brasil e tem ênfase em tradução, enquanto a outra possibilita a que estudantes cursem dois anos na Universidade de Hubei, na China, e tem ênfase em relações comerciais internacionais.
Ao final do primeiro biênio, de 15 a 20 estudantes poderão seguir os estudos na China. A seleção será feita pelo nível de proficiência adquirido e o desempenho acadêmico, além de outros critérios definidos no projeto político pedagógico aprovado.

Crédito: Divulgação / Unesp
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Parceria com a China
Com o acordo firmado com a China, ficou determinado que a Universidade de Hubei investirá US$ 300 mil por ano para a implantação do curso, que serão utilizados especialmente em melhorias na infraestrutura da unidade universitária.
Além disso, a Unesp inclui no planejamento a contratação de cinco docentes e dois servidores técnico-administrativos nos próximos anos.
Segundo o vice-reitor, Cesar Martins, o curso é um grande marco por ser o primeiro curso em língua e cultura chinesas na América Latina. “Um profissional que pode ser um professor de ensino da língua e pode atuar nos órgãos de relações externas e no mercado de trabalho, em grandes empresas”, aponta Cesar sobre o curso.
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