Com o início das aulas e a divulgação de resultados de vestibulares realizados no ano passado, revisar produções de textos anteriores se torna uma ferramente muito útil para identificar pontos a serem melhorados.
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É fundamental que estudantes tenham uma pausa de descanso, importante para a saúde mental e para garantir o bom desempenho nos exames. Apesar disso, é essencial que estudantes retornem à rotina quanto antes para aprimorar a prática textual.
A analista pedagógica da plataforma Redação Nota 1000, Fernanda Becker, afirma que retornar à prática textual ainda no início do ano possibilita ao estudante a oportunidade de ter contato com variados temas de redação ao longo do período preparatório.
Assim, a especialista explica que os estudantes poderão desenvolver um repertório temático maior e identificar quais seus “pontos fracos”. A partir desse reconhecimento será possível organizar o cronograma de estuda para focar nos aspectos com maior dificuldade.
É imprescindível a atenção aos pontos de falha de modo a aprimorá-los. Por exemplo, se o maior obstáculo foi o tempo de produção do texto, é importante que o treino esteja voltado para a organização da escrita em um tempo menor.
Fernanda Becker
Fernanda ainda destaca que os estudantes devem se atentar a outros elementos solicitados pelos vestibulares, como adequação do conteúdo ao formato textual ou gênero solicitados. Além de observar o uso adequado de conectivos e marcadores temporais e o desenvolvimento e a argumentação a partir de dados relevantes e ideias autorais.
Veja a ferramenta de cronograma de estudos do Brasil Escola.
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Principais erros cometidos ao retomar a produção textual
Segundo Fernanda, o principal erro cometido por estudantes ao retomarem os estudos de redação é não terem um cronograma de produções textuais já pré-estabelecido, de forma mensal o bimestral. A especialista ainda destaca que a prática é a única alternativa para aperfeiçoar a escrita.
Além disso, é essencial que os estudantes tenham algum tipo de feedback de suas redações, para que possam identificar falhas. É importantes que esse processo não seja feito individualmente, Fernanda aponta que pode ser uma tarefa nebulosa sobretudo se não há conhecimento sobre parâmetros de avaliação.
Fernanda ainda alerta que estudantes tenham cautela com ferramentas digitais que realizam correções gramaticas automáticas. Ela aconselha o uso de papel e caneta durante os estudos, uma vez que é a única alternativa durante as provas de vestibulares.
A ferramenta Corrige Aqui do Brasil Escola é uma inteligência artificial (ia) que corrige até três redações de temas anteriores por mês, para cada usuário. Além de um texto do tema do mês atual que pode ser corrigido tanto pela ia quanto por um corretor humano. A correção é feita com base nas competências do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Envie sua redação para correção pelo Corrige Aqui!
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Tendências para os temas e exigências das redações nos vestibulares de 2026
Fernanda apresenta as tendências de redação dos principais vestibulares do país. Para o Enem a especialista pontua que nos últimos anos o tema da redação do exame tem privilegiado questões sociais, como machismo e racismo. Segundo ela, isso não impede uma mudança no eixo temático, exigindo algo voltado à tecnologia, por exemplo.
Para o vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Fernanda explica que também são recorrentes temas a partir de um viés particularizado e, até mesmo, polêmico.
“Nos últimos anos, apareceram temáticas como o discurso de ódio contra mulheres, racismo, trabalho análogo ao escravo e dilemas dos refugiados. Por isso, para este ano, é possível que o vestibular exija que os estudantes discorram sobre desafios enfrentados pelos povos indígenas ou migração interna”, destaca a especialista.
Referente ao ingresso na Universidade de São Paulo, Fernanda aponta que a Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) propõem temáticas voltadas a atualidades, como a sobrecarga do profissional docente, em 2024, e “refugiados ambientais e vulnerabilidade social”, em 2023.
No entanto, Fernanda destaca que a Fuvest também cobra temas filosóficos e existenciais, com as reflexões sobre as diferentes faces do riso, em 2022, e os limites para a arte, em 2018.